Carta do fundador


Certamente, fundar a Adopta Un Abuelo não foi fruto do acaso. Desde muito pequeno, por circunstâncias da vida, tive a sorte de viver com os meus avós. Esta circunstância fez-me compreender o grande valor que reside na figura dos avós. Nunca me falharam; e, a eles, também nunca lhes faltou um sorriso ou um gesto de carinho. Sempre estiveram ao pé de mi quando eu precicei e sempre me mostraram uma generosidade sem limites, oferecendo-me o melhor que tinham ao seu alcance. Sem dúvida, o mais assinalável dos meus avós foram os valores que marcaram a sua vida e que sempre me transmitiram com o exemplo. Humildade, simplicidade e generosidade são só alguns desses valores com os quais muitos de vocês se sentirão identificados ao ler a palavra “avô”, porque se lembrarão dos vossos.

A experiência de me criar com eles foi o que me motivou a todas as vezes que vejo um idoso, sinta um respeito e uma admiração tão grande como a que sinto pelos meus próprios avós. É por isso que ao conhecer o Bernardo, uma pessoa nobre, humilde e simples, o adotei como avô e me inspirou a fundar a AuA de maneira a que muito mais jovens pudessem aproveitar a companhia e e sabedoria dos mais velhos.

O objetivo de criar Adopta Un Abuelo não só é o de colmatar as horas de solidão dos nossos mais velhos, mas também procurar ressaltar a figura de todos os avós do mundo. Temos de recordar que, graças a eles, hoje vivemos num país desenvolvido no qual podemos beber um copo de água diretamente da torneira, acender uma luz ou viajar confortavelmente num comboio.

A todo aquele que leia estas linhas, encorajo-o a ser voluntário para formar parte desta aventura, que não se cinge só a acompanhar os nossos idosos, mas também a recuperar o valor e a dignidade que estes mestres de vida merecem.

Um forte abraço.

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